Tirar a gravata

Tirar a gravata

Mario Sergio Cortella e um de seus excelentes textos sobre “Tirar a gravata”.




Em vários países, e também no Brasil, virou moda, nos últimos anos, algumas empresas organizarem o casual day. Um dia, geralmente a sexta-feira, em que os funcionários se vestem de maneira mais casual. O Ocidente adotou há bastante tempo o uso da gravata como um adorno quase obrigatório em algumas situações. Mesmo num país tropical como o nosso, o uso do paletó e da gravata acaba sendo uma forma de elegância ou quase de obrigação em relação a algumas atividades.

“Gravata” vem da expressão em francês cravate, que designava o soldado croata. Uma parte dos croatas, durante alguns combates no séculos XVI e XVII, colocava-se como soldados a serviço de outros povos, entre eles a França; eram mercenários. Para se distinguirem na hora do confronto, amarravam um lenço colorido no pescoço para que pudessem ficar mais visíveis na hora dos confrontos, especialmente os cavaleiros.

Com isso, os croatas acabaram gerando um modo que se incorporou à área militar para a distinção em um campo onde se tinha muita poeira, barulho e sangue. Isso também se incorporou na batalha do dia dia, na organização da vida.

Vinicius de Moraes nos adverte e diverte: “Detesto tudo que oprime o homem, inclusive a gravata”…

 

 

Mario Sergio Cortella

 

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Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro mais conhecido por divulgar questões sociais ligadas à filosofia na sociedade contemporânea.

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