Quem foram e o que faziam os Sofistas ?

Quem foram e o que faziam os Sofistas ?

Os sofistas pertenciam, em geral, à periferia do mundo grego.

Eram professores viajantes que vendiam seus ensinamentos, empregando a exposição ou o monólogo como método de ensino.




Conforme o interesse dos alunos, davam aulas de eloquência e de sagacidade mental ou ensinavam elementos úteis para o sucesso nas atividades públicas e privadas. Alguns deles diziam-se mestres em qualquer assunto, desde a arte de fazer sapatos até a ciência política e de como viver bem na pólis grega. Por isso eram chamados de sofistas,palavra de origem grega que quer dizer “grande mestre ou sábio”, algo como “supersábios”.

Segundo alguns estudiosos, entre os ensinamentos dos sofistas destacavam-se aqueles que tinham como principal objetivo o desenvolvimento da habilidade da argumentação, além do domínio de doutrinas divergentes. De acordo com essa interpretação,eles buscavam transmitir a seus discípulos todo um jogo de palavras, raciocínios e concepções úteis em um debate para driblar as teses dos adversários e convencer as pessoas.

Quem foram e o que faziam os Sofistas

O momento histórico vivido pela civilização grega

Uma época de lutas políticas e intenso conflito de opiniões nas assembleias democráticas – favoreceu o desenvolvimento desse tipo de atividade em Atenas. Por isso, muitos cidadãos sentiam a necessidade de aprender a retórica ou oratória para conseguir persuadir as pessoas em assembleias e, muitas vezes, fazer prevalecer seus interesses individuais e de seu grupo social.

Quem foram e o que faziam os Sofistas

O termo sofismo teve originalmente um significado positivo. Entretanto, com o decorrer do tempo, ganhou o sentido de “enganador” ou “impostor”, devido sobretudo às críticas de Platão.

Desde então, considerou-se a sofística (arte dos sofistas) apenas uma atitude viciosa do espírito, uma arte de manipular raciocínios, produzir o falso, iludir os ouvintes, sem nenhum amor pela verdade. Verdade, em grego, se diz aletheia, que significa “manifestação daquilo que é”, “o não oculto”. Aletheia opõe-se a pseudos, que significa “o falso”, “aquilo que se esconde, que ilude”. Os sofistas pareciam não buscar a Aletheia; contentavam-se com pseudos.

Por isso hoje se utiliza a palavra sofisma, derivada de sofista, para designar um raciocínio aparentemente correto, mas que na realidade é falso ou inconclusivo, geralmente formulado com o objetivo de enganar alguém.

Quem foram e o que faziam os Sofistas

Entretanto, abordagens mais recentes sobre a atuação dos sofistas procuram mostrar que o relativismo de suas teses fundamenta-se em uma concepção flexível sobre os seres humanos, a sociedade e a compreensão do real, e esta não pode, portanto, ser reduzida a um único sistema. Assim, não existiriam valores ou verdades absolutas.

É importante destacar, que não existe uma doutrina sofística única. O que há são alguns aspectos comuns entre as concepções de certos sofistas, como Protágoras, Górgias e outros, o que permitiu serem considerados um conjunto ou corrente.

 

 

 

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