Quem foi Aristóteles ?

Quem foi Aristóteles ?

“A verdade está no mundo à nossa volta”

Os jardins do palácio de Pela, capital da Macedônia , hoje parte da Grécia, foi um local que despertou a genialidade de um dos maiores pensadores da história. Nascido em Estagira, na Macedônia, Aristóteles foi, ao lado de Platão, um dos mais expressivos filósofos gregos da Antiguidade.



Aristóteles foi ainda criança para Pela quando seu pai, Nicômaco, foi chamado para ser o médico do avô de Alexandre, o Grande. Conta-se que Aristóteles brincava nos jardins do palácio e se interessava por quase tudo a sua volta: insetos, plantas, ervas daninhas. Provavelmente herdou o pai o interesse pelas ciências naturais, que se revelaria em suas obras. Aos 18 anos foi para Atenas e ingressou na Academia de Platão, onde permaneceu cerca de vinte anos, com uma atuação crescentemente expressiva.Com a morte de Platão, em 347 a.C. a destacada competência de Aristóteles, o qualificava para assumir a direção da Academia. Entretanto, seu nome foi preterido por ser considerado estrangeiro pelos atenienses.

Decepcionado com o episódio, deixou a Academia e partiu para a Ásia Menor. Pouco tempo depois foi convidado por Felipe II, rei da Macedônia, para ser professor de seu filho Alexandre. O relacionamento entre Aristóteles e Alexandre foi interrompido quando este assumiu a direção do império macedônico, em 340 a.C.

Antes disso, casou-se duas vezes e teve Nicômaco, seu único filho. Aristóteles aprendeu muito com o mestre Platão, mas foi também seu maior crítico. O filósofo não acreditava na teoria do mundo das ideias apresentada no Mito da Caverna. Para ele, o mundo real, a natureza, não tem nada de ilusório. Aristóteles acreditava que a verdade está neste mundo e não em um universo paralelo, como acreditava Platão.

Quem foi Aristóteles

O que Aristóteles falava

Aristóteles dizia que eram os homens que formulavam os conceitos a respeito das coisas para poder reconhecê-las. Veja o exemplo de uma cadeira. Depois de observar centenas de cadeias, nós mesmos poderíamos definir o que era o conceito de cadeira e, desta forma, reconheceríamos um exemplar quando nos deparássemos com uma. E a cadeira na qual estamos sentados agora não é apenas um simulacro de uma cadeira verdadeira existente no mundo das ideias, como Platão diria. O pupilo também não acreditava na dialética como um método seguro de conhecimento. Para Aristóteles, debater ideias é bom para a política e a retórica, mas não é indicada para a filosofia ou para a ciência. Assim, ele fundou a lógica, que definiu como um instrumento seguro para conhecer o mundo.

Por volta de 335 a.C, Aristóteles, fundou sua própria escola filosófica, que passou a ser conhecida como Liceu, ou também conhecido como Escola Peripatética, em referência aos jardins onde o mestre dava as aulas enquanto caminhava com os alunos. Os seguidores eram chamado de peripatéticos (os que passeiam). Enquanto a Academia de Platão dava prioridade ao ensino da matemática, no Liceu o foco era as ciências naturais. Oferecia catálogos com exemplares da fauna e da flora que foram confeccionados com a ajuda do ex-aluno Alexandre, o Grande. Nas suas viagens, o conquistador recolhia insetos e plantas e as enviava ao mestre. O liceu ostentava também uma das maiores bibliotecas de seu tempo.

Na escola, Aristóteles escreveu a maior parte de suas 120 obras (das quais apenas 40 são conhecidas) e revolucionou o pensamento humano, dividindo o conhecimento em categorias isoladas. É como se o filósofo tivesse colocado ordem na bagunça. Deu nomes para a biologia, zoologia, física, história natural, psicologia, ética, estética, metafísica e algumas outras.

Além das contribuições à ciência, é de Aristóteles, uma das ideias mais originais sobre felicidade. Desde Sócrates, os filósofos vinham se perguntando como, afinal, o ser humano deveria viver. Aristóteles, acreditava que era preciso buscar a felicidade. Ele usava a palavra eudaimonia para explicar que felicidade era na verdade uma busca racional para se tornar um ser humano melhor, justo e bom. Mas ele também não era ingênuo e sabia que ser feliz dependia de alguma forma dos bens materiais, já que eles facilitam a prática de ações nobres.

 

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