Inteligência Filosófica

Inteligência Filosófica

Mario Sergio Cortella e um de seus excelentes textos sobre “Inteligência Filosófica”.




Será que a Filosofia é sempre inteligente? Não. Em diversas momentos da história, a tolice, a ignorância ou até o delírio e a demência entraram no campo de reflexão de pensadores na área da Filosofia. Estar no campo da Filosofia não obrigatoriamente nos faz lidar com algo que seja necessariamente inteligente.

Cícero foi um pensador romano do século I a.C., a quem devemos uma parcela da tradução latina da Filosofia clássica grega. Ele, que foi adversário de Júlio César, exatamente por isso foi morto e decapitado depois por Marco Antônio, que sucedeu no segundo triunvirato aquilo que foi o governo de César, lembrava que “nada pode ser dito de tão absurdo que algum filósofo não o diga”. Com isso, ele queria dizer que a Filosofia não é imune à possibilidade de expressar ideias que não sejam consistentes.

Claro que aquilo que se deseja em uma filosofia que seja séria, num pensamento filosófico sistemático, estruturado, ao mesmo tempo compartilhado com as pessoas e submetido à crítica, é que ele não se marque pela tolice. Mas o absurdo, aquilo que não faz sentido, também pode ser pensado dentro da percepção filosófica.

Afinal, filosofar não é necessariamente delirar. A capacidade de sair da razão imediata também permite a percepção filosófica, mas ela não é o caminho mais indicado para esse tipo de noção. A inteligência filosófica tem que ser procurada e construída, não é automática, de maneira alguma

 

Mario Sergio Cortella

 

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Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro mais conhecido por divulgar questões sociais ligadas à filosofia na sociedade contemporânea.

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