Hábitos

Hábitos

Mario Sergio Cortella e um de seus excelentes textos sobre “hábitos”.




A nossa capacidade crítica. As coisas feitas por hábito podem ficar privadas da capacidade crítica, de reflexão de peneirar o que ser e o que não ser num determinado contexto.

Temos uma certa tendência aos hábitos, porque eles nos dão conforto, são familiares. Há pessoas, por exemplo, que dormem do mesmo lado da cama há 10,20,30, 40 anos. E até quando viajam, mesmo estando sozinhas numa cama larga, procuram aquele mesmo lado. Tem gente que senta no mesmo lugar à mesa para comer por décadas. Chega uma visita, senta no lugar dela e ela nem come direito naquele dia porque muda a paisagem, muda o lugar.

O hábito pode funcionar de um lado como algo que nos dá alguma perícia, alguma habilidade por conta da prática, mas também pode nos imobilizar. E hábitos são difíceis mesmo de largar.

Mark Twain, escritor norte-americano do século XIX, dizia que “nós não nos livramos de um hábito apenas o atirando pela janela afora. É preciso fazer o hábito descer as escadas degrau por degrau”.

Não é fácil tirar um hábito, especialmente quando está grudado dentro da gente. Se ele for negativo, como dizia o Mark Twain, tem que descer degrau por degrau empurrando. Quem imaginar que jogou fora e ele saiu, não é assim.

Hábitos são formas fundas de ancorar.

Mario Sergio Cortella

 

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Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro mais conhecido por divulgar questões sociais ligadas à filosofia na sociedade contemporânea.

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