Felicidade como liberdade para recusar

Felicidade como liberdade para recusar

Mario Sergio Cortella e um de seus excelentes textos sobre “Felicidade como liberdade para recusar”.



A ideia de felicidade acolhe muita mais a percepção de algo que podemos ter, vivenciar como possibilidade de propriedade. Aquilo que me possui por um sentimento, por algo que ofereceram. Quase sempre, a ideia de felicidade vem como presença, raramente nos vem como possibilidade de ausência.

O pensador genebrino Jean-Jacques Rousseau dizia: “A espécie de felicidade de que preciso não é tanto a de fazer o que quero, mas de ão fazer o que não quero”.

Felicidade: não fazer o que se quer, mas é também não fazer o que não se quer fazer. Há um vínculo entre liberdade e felicidade, sabemos que felicidade não é um estado contínuo, mas uma situação que pode surgir. Uma delas, que pode nos deixar numa alegria intensa, é poder dizer “não” àquilo que não se quer fazer.

Por isso, é impossível desvincular felicidade de liberdade. A liberdade de ação, a liberdade de pensamento, a liberdade de culto, a liberdade do afeto.

Essas liberdades nos permitem retirar de nossa cena aquilo que não queremos; elas nos oferecem condição para que essa felicidade, um momento de vibração, pode despontar.

Felicidade não é só a presença daquilo que se quer, mas também a condição de recusar, dizer não, afastar aquilo que não se quer.

Mario Sergio Cortella

 

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Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro mais conhecido por divulgar questões sociais ligadas à filosofia na sociedade contemporânea.

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