Dica Musical / Charlie Puth: Voicenotes mostra que o cantor é um dos multitalentos da nova safra musical

Dica Musical / Charlie Puth: Voicenotes mostra que o cantor é um dos multitalentos da nova safra musical

Álbum traz participações de James Taylor, Boys II Men e Kehlani; Disco tem influência
das famosas ‘Boy Bands’ dos anos de 1990

 

*Felipe José de Jesus




Nos final dos anos de 1980 para 1990 a música mundial foi bombardeada pelas famosas “Boy Bands” como New Kids On The Block, Take That, Backstreet Boys, NSYNC, Five, Westlife e diversas outras que venderam milhões de discos. Na segunda década dos anos 2000 o estilo musical persistiu com o One Direction e The Wanted que foram “de certa forma” o combustível para novos nomes como o grupo CNCO, The Vamps, 5 Seconds of Summer, The Hide e o cantor Charlie Puth. Com tamanho talento, o artista americano (que é cantor, compositor, produtor e nomeado ao Grammy) vem se destacando e prova disso está em seu segundo álbum “Voicenotes (2018)”.

Com 13 faixas muito bem trabalhadas, “Voicenotes” traz participações de “Boys II Men”, “James Taylor” e “Kehlani” com ritmos que variam entre o Rock, Dance e o mais puro Pop. A primeira faixa “The Way I Am” abre o álbum com sons de guitarra e batidas bem próximas da famosa canção Everybody do Backstreet Boys no álbum “Backstreet’s Back (1997)”, já no sucesso “Attention”, Charlie Puth traz todo o seu pop e uma letra bem romântica. “Sim, você só quer atenção, eu sabia desde o começo. Você está apenas se certificando de que eu nunca estou passando por você”. Em “LA Girls”, Charlie Puth traz uma mera semelhanca a hits do grupo “NSYNC” na época do álbum “No Strings Attached (2000)” e volta com “Done For Me”, duo com a cantora Kehlani que já tem mais de 50 mil visualizações no YouTube.

Com a música “If You Leave Me Now”, Charlie Puth traz a participação do “fantástico” quarteto “Boys II Men”, um dos grandes percusores do estilo musical no mundo. A letra traz toda a influência do grupo somado ao multitalento de Charlie Puth. Pelos seis (6) milhões de visualizações no YouTube e letra da canção, é possível sentir o tamanho do sucesso. “Não, isso não é uma despedida. Eu juro que vou mudar. Não, amor, por favor, não chore. Não precisa terminar assim. Porque quando penso em todas as noites que estarei sozinho. Eu fico aterrorizado. Por favor, não diga adeus. Porque, garota, se você me deixar agora. Se você desistir e simplesmente for embora”. Nas canções “BOY” e “Slow It Dow”, Charlie Puth mostra toda a sua versatilidade dando sequência aos ritmos iniciais do álbum Voicenotes.

Mostrando que suas influências musicais vem também dos anos de 1970, Charlie Puth traz a participação especial de James Taylor, um dos maiores cantores do “Country-Gospel-Rock”. Em Change eles fazem um duo certeiro. A letra parece que saiu de álbuns de James Taylor como, Sweet Baby James (1970), One Man Dog (1972), Mud Slide Slim And The Blue Horizon (1971), Walking Man (1974) Gorilla (1975) ou mesmo In The Pocket (1976). “Um dois três quatro. Por que estamos olhando para baixo. Nas nossas irmãs e irmãos? Não é amor, tudo o que temos? Não sabemos que todo mundo. Tem pai e mãe? O dia em que sabemos que somos todos iguais. Juntos podemos fazer essa mudança”. Em seguida o álbum segue com “Somebody Told Me”, “Empty Cups” e “Through It All”.

Avaliação

Entre as faixas que mais gostei e indico de “Voicenotes (2018)”, começo por “The Way I Am”, “Attention”, “Patient”, “If You Leave Me Now (Boys II Man)”, “Slow It Down” e a bela e bem trabalhada Change (featuring James Taylor). Quanto a capa do álbum um detalhe: no formato digital a foto é diferente do álbum fisico. Talvez uma jogada de marketing da produção do artista. Avalio com quatro estrelas (média) porque mesmo sendo um multitalento (cantor, compositor e produtor), Charlie Puth ainda não atingiu (a meu ver) o ápice na música, mas acredito que está no caminho certo mantendo bom relacionamento com grandes artistas e um estilo que muitos críticos não apostam tanto mais, o pop das ‘Boy Bands’. Voicenotes está disponível no formato físico e também no Deezer e Spotify. Vale a pena escutar.

 

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