Conheça a história de 5 sanguinários Parte III: Quem foi Saddam Hussein

Conheça a história de 5 sanguinários Parte III: Quem foi Saddam Hussein

A história de Saddam e da sua ascensão e queda confunde-se com a história do Iraque Contemporâneo.




Em julho de 1958, o general Abd al Karim Qasim tomou de assalto o Palácio Real de Bagdá e mandou massacrar toda a família real, sem poupas mulheres, crianças e criados. O jovem rei Faiçal II, filho de Faiçal I , sobreviveu à fuzilaria mas morreu a caminho do hospital. Com este golpe, os oficiais progressistas, inspirados pelas ideias do Partido Baath, punham termo ao domínio da dinastia hachemita, que considerava pouco patriótico a laicidade do imperialismo britânico. Depois da vitória, iniciou-se uma uma sucessão de golpes e contragolpes de Estado, protagonizados por vários militares ligados ao Partido Baath.

Seu crescimento

Saddam Hussein, um jovem oriundo de família muito pobre da região de Tikrit, era um desses militares e militantes do Partido Baath. Fora sobrevivendo e progredindo entre lutas político-militares e, em 1968 tornava-se vice-presidente do Conselho da Revolução. É como novo homem forte do país que negocia um acordo de paz com os curdos iraquianos.

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Em 1979 , Saddam alcançou a Presidência, sucedendo a Al-Bakr e confirmando o poder de facto que lhe pertencia. Começou por proceder a uma purga estalinista entre os altos dirigentes, eliminado preventivamente centenas de suspeitos, entre inimigos reais e imaginários, para instituir uma ditadura pessoal.

Ao longo de sua carreia política, Saddam que quer dizer “aquele que confronta”, aprendeu a usar a violência de forma calculada, mas sempre sem escrúpulos. Utilizou armas químicas contra a própria população civil, como no caso dos curdos. Mandou matar amigos e até mesmo genros, acusados de traição em 1996. Estimativas conservadoras de organizações não-governamentais de direitos humanos colocam a média de mortes anuais entre 5.000 e 10.000 desde o fim dos anos 60. Um verdadeiro regime do terror.

Os aprendizados de Saddam

Saddam aprendeu a primeira lição sobre a eficácia da violência ainda criança. O pai abandonou a família antes do nascimento do filho e a mãe Suhba, que trabalhava como vidente e andava sempre de preto, casou-se novamente. O padrasto, conhecido como Ibrahim, divertia-se com as surras que dava no enteado com um pedaço de pau coberto de asfalto. O próprio Saddam não escondeu que foi uma criança triste que evitava a companhia de outras pessoas. Para se proteger das provocações por não ter um pai legítimo por perto, saía de casa sempre armada com uma barra de ferro.

Acabou o ensino médio já adulto e conseguiu o diploma em Direito na Universidade de Bagdá com a única fórmula que conhecia. No dia do exame final, antes de iniciar a prova colocou a arma que carregava em cima da mesa para se sentir “mais confortável”.O professor não precisou de nenhuma outra informação para aprovar o aluno.

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Hoje a CIA tem até psiquiatras responsáveis por avaliações psicológicas em um centro para análises da personalidade e do comportamento. Um doa grandes estudos os psiquiatras foram Saddam “O ditador iraquiano desenvolveu uma patologia conhecida pelos especialista como narcisismo maligno” . As características de quem sofre dessa patologia são uma visão egocêntrica e messiânica do mundo, a incapacidade de demonstrar compaixão pelo sofrimento alheio, a paranóia. A megalomania foi comprava na guerra contra os iranianos, nos anos 80, apoiada pelos Estados Unidos. Manifestou-se outra vez na invasão do Kuwait, em 1990, o que provocou o primeiro conflito armado com os americanos.

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Modo de agir

Até quando tentou fazer o bem, Saddam mostrou truculência. Na década de 70, ainda vice-presidente, notabilizou-se em investir em educação e saúde. Frustado com o progresso lento do programa de alfabetização, o então vice-presidente criou o Dia do Conhecimento como uma tentativa de despertar o interesse da população. Para não correr riscos, anunciou que quem ficasse de fora dos cursos seria preso. O número de matriculas acabou batendo recordes.

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Não dá para entender a personalidade do ditador iraquiano sem perceber quanto ele sempre adorou a si próprio. As imagens espalhadas por todos os cantos do Iraque – Saddam de terno e gravata, Saddam orando, Saddam com armamentos, Saddam vestindo vestido com roupas árabes, – fizeram parte de uma campanha bem planejada de culto à personalidade aprendidas no livro de Stalin, o herói que ele adorou na juventude. Era uma espécie de Big Brother  vigiando tudo e a todos.

Casou-se em 1963 com a prima Sajida, com quem teve dois filhos homens e três mulheres, Saddam só dispensou o carinho das amantes nos primeiros anos de matrimônio. Ciente da preferência do marido por loiras, Sajida originalmente morena, decidiu pintar os cabelos de loiro.

Saddam manteve-se no poder graças a um sistema de terror em que o delírio persecutório da população era a chave. Acabaram seus dias como líder incontestável do Iraque, também paranoico, vitima do mesmo mal que propagou.

 

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