Brincadeira

Brincadeira

Mario Sergio Cortella e um de seus excelentes textos sobre “Brincadeira”.




Brincadeira, aquilo que chamamos tecnicamente de lúdico. O homo ludens, o homem que brinca. Essa é uma clássica definição no campo da Filosofia.

O pensador Johan Huizinga trabalhou muito essa percepção, ao definir o humano como um ser que brinca. Mais do que ser um homo sapiens, um homem que pensa, é um homem que brinca. Afinal de contas, se há uma característica muito forte nos mamíferos,  considerados superiores na ciência – especialmente primatas, como é também o nosso caso – é a capacidade de brincar. O brincar é um indicativo de inteligência.

Se, em algumas situações, a expressão “tá de brincadeira?” pode parecer ofensiva, dentro da escola sabe-se o quanto a criança aprende brincando. Braincadeira é coisa séria. Claro que a seriedade da brincadeira vem do fato de ela não ser desprezada.

Uma criança de 4,5 anos não imagina que é um super-herói. Ela é um super-herói. Ela não imagina que está voando. Ela está voando. Isto é, a imaginação faz com que haja uma modificação no modo de conhecimento, de percepção. Evidentemente essa distinção entre brincadeira e realidade vai-se desenvolvendo pelo conjunto da vida, mas o lúdico é um ambiente extremamente propício ao aprendizado.

Aliás, uma parte de nós aprendeu muito no recreio. Recrear, recriar, criar de novo. Não obrigatoriamente tudo o que nos vem, vem da sala de aula. O recreio nos mostrou muita coisa em relação à conduta, conhecimento, comportamento. Portanto, “tá de brincadeira?” é, sim, coisa séria demais!

Mario Sergio Cortella

 

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Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro mais conhecido por divulgar questões sociais ligadas à filosofia na sociedade contemporânea.

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