À flor da pele

À flor da pele

Quando o final de semana vai chegando, somos tomados, vez ou outra, pela seguinte sensação: “Estou cansado, não aguento mais essa cidade, não suporto o trabalho, não aguento o barulho, a poluição, estou com os nervos à flor da pele”. Essa reação é epidérmica. Aliás, muita gente tem a pele como órgão de choque.




Não é incomum que pessoas, submetidas a algum tipo de tensão muito forte, tenham algum tipo de reação na pele, alguma urticária, coceira ou desenvolvam até algumas doenças autoimunes, como é o caso da psoríase.

O poeta francês Paul Valéry (1871-1945) tem uma obra com um ótimo título: Pensamentos maus e outros; e ele dá uma definição da pele que eu acho muito densa. “A pele humana separa o mundo em dois espaços: o lado das cores e o lado das dores.”

O lado das cores seria o lado externo a nós, e o lado das dores é o lado interno, dentro de nós.

É a possibilidade da corporeidade nos permitir fruir o mundo, dado que o corpo que somos e temos é o que nos coloca no mundo com as cores que ali estão. Mas, também, esse mesmo corpo excede de dores.

 

Texto escrito pelo…

Mario Sergio Cortella

 

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Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro mais conhecido por divulgar questões sociais ligadas à filosofia na sociedade contemporânea.

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